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"Inesquecível"
é a palavra que pode resumir essa grande viagem que tive a felicidade
de fazer: ter contato com uma cultura totalmente diferente da nossa, um
povo que reinava soberano em (hoje) nossa América do Sul e que
insiste em sobreviver frente ao domínio ocidental é algo
que fascina. Poder conhecer um pouco de sua história nesses incríveis
sítios arqueológicos é uma oportunidade que não
podemos perder. |
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Era 2 de janeiro de 1998, após algumas horas de vôo,
uma troca de aeronave em Santa Cruz de La Sierra, chegamos em
uma La Paz cinzenta. Depois
dessa primeira impressão se mostrou uma cidade interessante.
Nossa estada na cidade foi rápida, nosso objetivo estava
muito à frente. Passamos por ruínas de Tiwanaku,
uma civilização pré-inca, no meio do caminho
entre La Paz e a fronteira Bolívia-Perú. Na fronteira
se encontra o Lago Titicaca.
À beira do lago está a cidade de Puno, onde dormimos
após longa viagem.
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Foi
possível conhecer o Lago e algumas de suas ilhas, também
fizemos um passeio pelas ruas de Puno, uma cidade já bem
mais turística do que La Paz, até a saída para
Cuzco. Foram mais de 10 horas de viagem de ônibus entre Puno
e Cuzco, um sofrimento nada recomendável (vá de trem
e aproveite muito mais) ! Pela manhã conhecemos uma Cuzco
ensolarada, movimentada e bonita, sua "Plaza de Armas"
fervia de turistas de todos os lugares do mundo. Preocupados em
conseguir material e guias para fazer a Trilha Inca, não
prestamos muita atenção na antiga capital do Império
Inca. |
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Acertamos
em fazer a trilha no dia seguinte, estava chegando o tão
esperado momento ... Nessa noite não consegui dormir
direito, tanto pela preparação do equipamento
e suprimentos quanto pelo nervosismo do que viria a acontecer.
No final da madrugada já estava nosso guia, Julio Cesar,
batendo na porta a chamarmos para o "Camino
Inca". Todos dormiam ao balanço do pequeno ônibus
descendo o Vale Sagrado,
até sermos acordados para a última refeição
com cadeiras e toalhas de mesa limpas dos próximos 4
dias, no "Restaurant Los Angeles de Moray". Mais alguns
minutos de descida e estávamos
começo da trilha, a beira do trilho do trem entre Cuzco
e Machu Picchu.
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Foram
quatro dias de alegrias, provações, sofrimentos
até ter a visão da incrível de Machu
Picchu ! A Cidade Sagrada dos Incas é bastante interessante,
suas construções e história fazem a gente
viajar ha mais de 500 anos atrás.
De
volta a Cuzco pude conhecer
essa agradável cidade, sua gente, arquitetura, história,
comércio e baladas. Cuzco é realmente muito legal
e mesmo se não tivesse a Trilha Inca e Machu Picchu já
valia a viagem.
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Deixei
Cuzco para trás e fui em direção a outro lugar
que me intrigava: Nazca.
A viagem de avião entre Cuzco e Lima demora aproximadamente
60 minutos, por ônibus são 30 horas ! O motivo dessa
diferença é que Cuzco está no topo das Cordilheiras
dos Andes e Lima está no nível do mar, ou seja, mais
de 4000 metros de diferença na altitude que devem ser vencidas
por estradas estreitas, sinuosas e em péssimo estado de conservação
! A capital do Perú, nesse momento, foi só para fazer
a conexão. Após 10 horas de ônibus pela "Carretera
Panamericana" rumo ao sul, eu estava em Nazca.
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Sobrevoei
o deserto e pude ver as famosas linhas, que até hoje
suas origens são um mistério a ser desvendado.
No
meio do caminho de volta para Lima, parei em Pisco para conhecer
a Reserva Nacional de
Paracas. Um local lindo: um deserto com dunas de areias
amarelas a perder de vista e praias onde ferve a vida marinha.
Já
em Lima, conheci a Capital,
uma cidade rica, sofisticada e moderna, bem diferente do restante
do país... A volta para São Paulo foi curta diante
de tantas lembranças e experiências novas que passei
que com certeza quero viver novamente.
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