La Paz

Bolívia - Perú

La Paz

Tiwanaku, Titicaca, Trilha Inca, Machu Picchu, Cuzco, Vale Sagrado, Nazca, Paracas , Lima
Dicas
Informações Úteis

La Paz - A primeira impressão que tive foi de uma La Paz cinzenta, pois quando chegamos havia um chuvisco chato e um frio apesar de ser verão. Fomos direto para o Hotel Gloria no centro de La Paz, uma quadra da Igreja San Francisco. O hotel é bom, uma dica de um colega que já havia estado lá. Arriscamos uma saída nos arredores do hotel, apesar de continuar garoando, nesse quesito parecia até São Paulo, porém essa é uma das poucas coisas em comum. Observando as pessoas e suas vestimentas, os veículos, as construções, os produtos vendidos nas ruas parecemos que fomos transportados para o passado, época em que
os homens vestiam ternos com coletes e calças um pouco mais curtas para mostrar os sapatos, também usavam chapéus e gravatas. As construções possuem janelas de madeira, suas fachadas quase sempre apresentam sacadas, além de colunas ou frisos, quando conservadas são muito bonitas. No mercado de rua se encontram nas barracas produtos a granel: pães, frutas, legumes, cereais e principalmente folha de coca, nada de produtos eletrônicos vindos do Paraguai.

Câmbio e dinheiro - os bolivianos são muito chatos para aceitar o dinheiro americano, as notas precisam estar novinhas, sem rasgos e escritos. Nas ruas do centro é possível encontrar doleiros para fazer a troca de dólares por Bolivianos, eles pagam uma taxa bem melhor que a do aeroporto (pechinche eles estão aberto a negociações) porém é possível conseguir taxas melhores ainda nas casas de câmbio ou nos bancos. Trocamos um pouco de dólares para pagar condução e comprar alguma coisa no comércio da rua. As lojas costumam aceitar "tarjetas de crédito", principalmente Visa.
Alta Altitude - depois de umas 20 horas da chegada em La Paz comecei a sentir os sintomas do "Mal de la Montana", uma forte dor de cabeça e um pouco de enjôo. Isso ocorre pela falta de oxigenação pelo ar mais rarefeito em alta altitude, coisa que nossos orgânismos estranham pois estão acostumados com o nível do mar. Para resolver esse problema é necessário se alimentar e descansar adequadamente, mas isso não foi suficiente para mim. Indo até uma farmácia e falando sobre os sintomas do "Mal de la Montana" o farmaceutico acostumado a receber turistas me receitou um remédio tiro e queda, que após tomar sumiu com os sintomas em poucos minutos. Infelizmente não recordo o nome do remédio...

Supermercado - Estávamos planejando ir até Tiwanaku no dia seguinte então queríamos comprar algo para levar e comer. Rodamos quase todo o centro e não encontramos um supermercado como os que temos aqui no Brasil. Pegando informações no hotel eles nos indicaram um supermercado no bairro de Miraflores. Pegamos um taxi e fomos ao tal supermercado, um supermercado de verdade, o que eu só iria voltar a ver em Lima, capital do Perú. Compramos diversas guloseimas pra comer e voltamos ao hotel felizes.

Taxi - O melhor meio de transporte para turistas em La Paz são os taxis pois são baratos (cerca de US$ 2 para qualquer lugar da cidade) e rápidos. Porém o taxi boliviano trabalha em um esquema diferente do brasileiro: lá ao contratar um taxi você não tem exclusividade, podendo o motorista pegar outros passageiros durante o trajeto. Outra curiosidade é que os vidros dos carros em La Paz não abrem, estão sempre sem a manivela ou os botões do vidro elétrico. Uma mania estranha, pois mesmo com calor eles não abrem as "ventanas" !

Tiwanaku - No centro de La Paz é possível encontrar diversas agências que levam os turistas até as ruinas de Tiwanaku, nos informamos em algumas delas: cobram cerca de US$ 30 por pessoa para levar de van ou ônibus de turistas. Ao nos informarmos no hotel descobrimos que existe alternativa mais barata, uma linha de coletivos de La Paz a Tiwanaku. Esse coletivo se pega no Cemitério Geral da cidade e saí a partir das 7h da manhã.

Foi o que fizemos, acordamos cedo, pegamos um taxi até o "Cemitério General" e lá embarcamos em um "minibus" junto com um bando de bolivianos e alguns outros turistas.

Minibus - os "minibuses" são vans de transporte coletivo, iguais as nossas lotações aqui no Brasil. Cobram um preço muito mais barato do que os taxis, porém param a todo momento perguntando as pessoas se estão indo para o mesmo destino, pois lá não existe essa de ponto de ônibus. Estão sempre lotadas pois os motoristas são autônomos e só partem após todos os espaços (não só nos bancos) estarem ocupados. Assim como nos taxis os vidros dos "minibuses" também não abrem, são rebitados.

Nessa pequena passagem por La Paz não deu pra gente viver a cidade e descobrir seus atrativos. Não fomos a nenhum restaurante, a não ser em uma confeitaria no centro mesmo. Existem muitos passeios feitos nos arredores de La Paz, principalmente nas montanhas. Por falar em montanhas, no inverno é possível fazer cursos de escalagem em gelo nas imediações de La Paz, pra quem gosta é um prato cheio.